Use este identificador para citar ou linkar para este item:
https://hdl.handle.net/20.500.14867/848039| Título: | Estudo do efeito anticâncer de substância nanoencapsulada de macroalga vermelha |
| Autor(es): | Araújo, Israel de Oliveira |
| Orientador(es): | Lopes, Giselle Pinto de Faria Souza, Maria Alice Fusco de |
| Palavras-chave: | Melanoma Alga vermelha Nanoemulsão |
| Áreas de conhecimento da DGPM: | Biotecnologia marinha |
| Setor(es) da Marinha: | Diretoria-Geral do Desenvolvimento Nuclear e Tecnologia da Marinha (DGDNTM) |
| Data do documento: | 2022 |
| Editor: | Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) |
| Descrição: | Muitos estudos têm demonstrado que substâncias extraídas de alguns tipos de macroalgas marinhas apresentam ação biológica contra diferentes tipos linhagens de células cancerosas. Porém, para uma aplicação tópica de quaisquer substâncias é encontrada uma barreira tissular que proporciona uma poderosa ação contra penetração através da pele. Essa barreira tem sido um grande obstáculo no tratamento do câncer de pele por meio de aplicação de emulsões. Neste estudo, apresentamos três capítulos: o capítulo 1 consiste de uma revisão qualitativa sobre as características químicas e atividades já descritas do bioativo marinho isolado da alga vermelha; o capítulo 2 descreve uma revisão qualitativa sobre as diferentes estratégias terapêuticas naturais experimentais já descritas na literatura para todos os tipos de câncer de pele; e o capítulo 3 apresenta os resultados obtidos na íntegra sobre o efeito anticâncer do metabólito secundário extraído da alga vermelha em camundongos C57BL/6 inoculados com células B16F10, melanoma murino, utilizando a estratégia da nanotecnologia associada ao bioativo, conteúdo de patente que está sendo elaborada junto aos resultados in vitro de outro estudo do grupo. Para análise e comparação dos tratamentos foram estabelecidos três grupos de animais: um grupo para tratamento com o veículo da nanoemulsão, sem o bioativo marinho; um grupo para tratamento com a pomada Imiquimod, considerado um tratamento responsivo, apesar de não ser utilizado como tratamento clínico padrão para melanoma; um grupo de tratamento com a substância marinha nanoemulsionada. Os animais foram tratados diariamente durante uma semana (7d). A pele com tumor e pele adjacente foram dissecados e processados para análises histológicas. A análise dos resultados apresentados levou-se em consideração a quantificação da massa corporal, do volume dos tumores, análises histológicas por H&E (hematoxilina-eosina) e imuno-histoquímica de Caspase-3 Clivada (morte celular), Ki-67 (proliferação) e Survivina (proteína inibidora de apoptose) com marcação nuclear e plasmática. A massa corporal e o volume tumoral dos grupos tratados com o veículo, Imiquimod ou nanoemulsão não apresentaram diferenças estatística. Entretanto, os resultados das análises macroscópicas evidenciaram que os animais tratados com Imiquimod ou nanoemulsão demonstraram uma diminuição do volume tumoral quando comparado aos animais tratados com o veículo, corroborado com análise morfológica por H&E. A quantificação das células com a expressão de Caspase-3 Clivada e Ki-67 positivas não apresentou diferença significativa quando foram comparados os 3 grupos. Por outro lado, a expressão de Survivina nuclear nos tumores dos animais tratados com Imiquimod ou nanoemulsão foi significativamente maior comparada aos animais tratados com o veículo da nanoemulsão, revelando o mecanismo de ação comum entre os dois tratamentos testados neste estudo. Logo, sugerimos que o bioativo marinho nanoemulsionado pode ser futuramente uma estratégia terapêutica tópica natural e alternativa adjuvante no tratamento do câncer de pele mais agressivo que afeta a população brasileira. |
| Abstract: | Many studies have shown that substances extracted from some types of marine macroalgae have biological action against different types of cancer cell lines. However, for a topical application of any substances, a tissue barrier is found that provides a powerful action against penetration through the skin. This barrier has been a major obstacle in the treatment of skin cancer through the application of emulsions. In this study, we present three chapters: chapter 1 consists of a qualitative review of the chemical characteristics and activities already described of the marine bioactive isolated from red algae; chapter 2 describes a qualitative review of the different experimental natural therapeutic strategies already described in the literature for all types of skin cancer; and chapter 3 presents the results obtained in full on the anticancer effect of the secondary metabolite extracted from red algae in C57BL/6 mice inoculated with B16F10 cells, murine melanoma, using the strategy of nanotechnology associated with the bioactive, patent content being developed together with the in vitro results of another study by the group. For analysis and comparison of treatments, three groups of animals were established: one group for treatment with the nanoemulsion vehicle, without the marine bioactive; a group for treatment with Imiquimod ointment, considered a responsive treatment, despite not being used as a standard clinical treatment for melanoma; a treatment group with the nanoemulsified marine substance. The animals were treated daily for one week (7d). The skin with tumor, adjacent skin were dissected and processed for histological analysis. The analysis of the presented results considered the quantification of body mass, tumor volume, histological analysis by H&E and immunohistochemistry of Cleaved Caspase-3 (cell death) and Ki-67 (proliferation). We found that the results of the analyzes showed that the Imiquimod and marine substance groups showed a decrease in carcinogenesis activities in the tumor microenvironment, while the vehicle group showed no reduction in anticancer activities. The tumor volume of the groups treated with the vehicle, Imiquimod and Nanoemulsion groups did not show statistical differences. However, the results of the macroscopic analyzes showed that the animals treated with Imiquimod or nanoemulsion showed a decrease in tumor volume when compared to the vehicle treated animals, corroborating the morphological analysis by H&E. The quantification of cells with the expression of Cleaved Caspase-3 and Ki-67 positive showed no significant difference when the 3 groups were compared. Therefore, further studies are needed to suggest that the nanoemulsified marine bioactive may be a natural topical therapeutic strategy and adjuvant alternative in the future in the treatment of the most aggressive skin cancer that affects the Brazilian population. |
| Tipo de Acesso: | Acesso a metadados |
| URI: | https://hdl.handle.net/20.500.14867/848039 |
| Tipo: | Dissertação |
| Aparece nas coleções: | Ciência, Tecnologia e Inovação: Coleção de Dissertações |
Arquivos associados a este item:
Não existem arquivos associados a este item.
Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.