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Repositório Institucional da Produção Científica da Marinha do Brasil (RI-MB)

Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://hdl.handle.net/20.500.14867/848160
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Campo DCValorIdioma
dc.contributor.advisorGalvão, Eduardo Cruz-
dc.contributor.authorRosas, João Lucas Pinheiro Guimarães-
dc.date.accessioned2026-02-26T17:10:34Z-
dc.date.available2026-02-26T17:10:34Z-
dc.date.issued2025-
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14867/848160-
dc.descriptionEsta dissertação investiga se a estratégia marítima adotada pela Ucrânia no conflito com a Rússia (2022–2025), caracterizada por Guerra Híbrida, particularmente nas ações ocorridas, no Mar Negro, encontra paralelo significativo com a doutrina da Jeune École, escola de pensamento naval francesa do século XIX. A pesquisa analisa se a introdução de tecnologias como drones navais, mísseis de longo alcance, redes de comando e controle e inteligência artificial representa uma ruptura com os princípios clássicos da estratégia de desgaste ou apenas uma atualização operacional desses fundamentos. Por meio de revisão teórica, estudo de caso e análise comparativa, conclui-se que a capacidade de adaptação da Ucrânia reinterpreta os fundamentos assimétricos associados à estratégia do fraco no domínio marítimo, aproximando-se, sob matriz tecnológica contemporânea, da lógica proposta pela Jeune École. Vetores leves e autônomos, combinados a sensoriamento remoto e coordenação em rede, permitiram à Ucrânia impor custos materiais, logísticos e psicológicos à Frota do Mar Negro, forçando seu recuo estratégico. A analogia com a Jeune École é sustentada por quatro elementos: a negação do uso do mar ao oponente superior, o uso de enxames de plataformas leves, a saturação informacional como fator de dissuasão e o impacto econômico indireto como vetor coercitivo. Apesar das diferenças tecnológicas e contextuais, a lógica de coerção assimétrica por desgaste reaparece, agora amplificada pela conectividade digital e pela flexibilidade produtiva de sistemas não tripulados. O trabalho também destaca as implicações desse modelo para a formulação de estratégias navais brasileiras, sobretudo no que tange à dissuasão costeira, emprego de meios leves e integração entre capacidades civis e militares. A partir disso, defende-se que a Jeune École, reinterpretada à luz da Guerra Híbrida contemporânea, pode oferecer um referencial teórico útil para Estados que buscam compensar desvantagens navais estruturais com inovação, criatividade tática e resiliência logística.pt_BR
dc.description.abstractThis dissertation investigates whether Ukraine’s maritime strategy in the conflict with Russia (2022–2025), characterized by hybrid warfare operations in the Black Sea, shows significant parallels with the doctrine of the Jeune École, a 19th-century French school of naval thought. The research analyzes whether the use of technologies such as naval drones, long-range missiles, networked command and control, and artificial intelligence represents a break from or an update to the classical principles of the strategy of attrition. Through theoretical review, case study, and comparative analysis, the study concludes that Ukraine’s adaptive capacity reinterprets the asymmetric foundations traditionally associated with the strategy of the weak in the maritime domain, echoing the logic of the Jeune École under contemporary technological conditions. The use of light and autonomous platforms, combined with remote sensing and network coordination, enabled Ukraine to impose material, logistical, and psychological costs on the Russian Black Sea Fleet, forcing a strategic withdrawal. The analogy with the Jeune École is grounded in four elements: denial of sea use to a superior adversary, employment of swarming light platforms, informational saturation as a deterrent mechanism, and indirect economic impact as a coercive tool. Despite technological and contextual differences, the logic of attritional coercion resurfaces, now enhanced by digital connectivity and the flexible production of unmanned systems. The study also highlights the implications of this model for Brazilian naval strategy, particularly in terms of coastal denial, light force employment, and civil-military integration. It argues that the Jeune École, reinterpreted in light of contemporary hybrid warfare, offers a valuable theoretical framework for states seeking to offset naval inferiority through innovation, tactical creativity, and logistical resilience.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.publisherEscola de Guerra Naval (EGN)pt_BR
dc.rightsopenAccesspt_BR
dc.subjectConflito Rússia-Ucrâniapt_BR
dc.subjectEstratégia Naval de Desgastept_BR
dc.subjectGuerra Híbridapt_BR
dc.subjectJeune Écolept_BR
dc.subjectMar Negropt_BR
dc.subjectTecnologia Militarpt_BR
dc.subjectUcrâniapt_BR
dc.titleReinterpretando a Jeune École: guerra híbrida e estratégia naval de desgaste no conflito Russo-Ucranianopt_BR
dc.typebachelorThesispt_BR
dc.subject.dgpmEstratégia, estratégia marítima e estratégia navalpt_BR
dc.subject.setorMarinhaEstado-Maior da Armada (EMA)pt_BR
Aparece nas coleções:Defesa Nacional: Coleção de Trabalhos de Conclusão de Curso

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