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https://hdl.handle.net/20.500.14867/848302| Título: | Análise das operações de minagens e contramedidas de minagens na Guerra do Golfo (1990-1991): lições operacionais e repercussões doutrinárias para a Marinha do Brasil |
| Autor(es): | Camelo, Gabriel Silva |
| Orientador(es): | Mussatto, André Tominaga |
| Palavras-chave: | Contramedidas de minagem Controle do mar Doutrina Militar Naval Estratégia Naval Guerra Assimétrica Guerra de Minas Guerra do Golfo Minagem naval Negação do uso do mar Poder Marítimo |
| Áreas de conhecimento da DGPM: | Doutrina militar naval |
| Setor(es) da Marinha: | Estado-Maior da Armada (EMA) |
| Data do documento: | 2025 |
| Editor: | Escola de Guerra Naval (EGN) |
| Descrição: | Este trabalho examina o emprego estratégico de operações de minagem e contramedidas de minagem (CMM), à luz dos principais referenciais teóricos do poder naval, utilizando a Guerra do Golfo (1990-1991) como estudo de caso. O objetivo é compreender como a minagem naval, um instrumento clássico, pode influenciar campanhas militares modernas e desafiar forças tecnologicamente superiores. A fundamentação teórica baseia-se em Alfred Thayer Mahan (controle do mar), Julian Corbett (controle relativo e interdição seletiva), Milan Vego (doutrina de negação do mar ou sea denial, com foco na minagem para marinhas com recursos limitados), e Eric Grove (valor da minagem em cenários assimétricos e a guerra naval moderna). A Doutrina Militar Naval da Marinha do Brasil (EMA-305) complementa essa análise, reconhecendo o papel estratégico da minagem e das CMM. O estudo de caso da
Guerra do Golfo ilustra os impactos operacionais e psicológicos do uso de minas navais pelo Iraque. Incidentes como os danos aos navios USS Tripoli e USS Princeton, e a interrupção de operações anfíbias planejadas, demonstraram que artefatos de baixo custo podem gerar obstáculos estratégicos relevantes e limitar a liberdade de ação de forças superiores. Paralelamente, a resposta das forças de CMM da coalizão revelou lacunas em interoperabilidade, doutrina e prontidão técnica, desafios que persistem. A pesquisa expõe convergências e lacunas operacionais entre referenciais doutrinários e a realidade do campo de batalha. A análise culmina com contribuições doutrinárias para a Marinha do Brasil (MB), enfatizando a modernização da prontidão para CMM, o desenvolvimento de capacidades interoperáveis, a valorização da inteligência hidrográfica e a integração da guerra de minas ao planejamento operacional conjunto. Conclui-se que a minagem naval permanece uma ferramenta estratégica eficaz, fundamental para marinhas como a do Brasil em ambientes
contestados. Longe de ser obsoleta, sua adaptabilidade no século XXI exige que a guerra de minas ocupe posição central em uma doutrina naval nacional solida. Trabalho apresentado à Escola de Guerra Naval, como requisito parcial para a conclusão do Curso de Estado-Maior para Oficiais Superiores (C-EMOS 2025) |
| Abstract: | This study examines the strategic employment of naval mining and countermining (MCM) operations in light of key theoretical frameworks of sea power, using the Gulf War (1990-1991) as a study of case. The objective is to understand how naval mining, a classic instrument, can influence modern military campaigns and challenge technologically superior forces. The theoretical foundation draws upon Alfred Thayer Mahan (control of the sea), Julian Corbett (relative control and selective interdiction), Milan Vego (sea denial doctrine, focusing on mining for resource-limited navies), and Eric Grove (the value of mining in asymmetric and modern naval warfare). The Brazilian Navy's Naval Military Doctrine (EMA-305) complements this analysis, acknowledging the strategic role of mining and MCM. The Gulf War case study illustrates the operational and psychological impacts of Iraq's use of naval mines. Incidents like the damage to USS Tripoli and USS Princeton, and the suspension of planned amphibious operations, demonstrated that low-cost devices can generate strategic disruptions and limit the freedom of action of superior forces. Concurrently, the coalition's MCM response revealed gaps in interoperability, doctrine, and technical readiness, challenges that persist. The research exposes convergences and operational gaps between doctrinal frameworks and battlefield reality. The analysis culminates in doctrinal contributions for the Brazilian Navy, emphasizing the modernization of MCM readiness, the development of interoperable capabilities, the valorization of hydrographic intelligence, and the integration of mine warfare into joint operational planning. It is concluded that naval mining remains an effective strategic tool, fundamental for navies like Brazil's in contested maritime environments. Far from being obsolete, its adaptability in the 21st century demands that mine warfare occupies a central position in a solid national naval doctrine. |
| Tipo de Acesso: | Acesso aberto |
| URI: | https://hdl.handle.net/20.500.14867/848302 |
| Tipo: | Trabalho de fim de curso |
| Aparece nas coleções: | Defesa Nacional: Coleção de Trabalhos de Conclusão de Curso |
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