logo-ri

Repositório Institucional da Produção Científica da Marinha do Brasil (RI-MB)

Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://hdl.handle.net/20.500.14867/848308
Registro completo de metadados
Campo DCValorIdioma
dc.contributor.advisorAlves Junior, Luiz Carlos Lemos-
dc.contributor.authorSantos, Bruno de Souza-
dc.date.accessioned2026-04-01T16:37:53Z-
dc.date.available2026-04-01T16:37:53Z-
dc.date.issued2025-
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14867/848308-
dc.descriptionEsta dissertação investiga como a integração da Inteligência Artificial (IA) em Armas Autônomas Letais (AALs) está transformando a estratégia naval e o equilíbrio do poder marítimo, no período de 2020 a 2025. Fundamentada nos pilares clássicos de Alfred Thayer Mahan e Julian Corbett, reinterpretados pela síntese contemporânea de Geoffrey Till, a pesquisa analisa a reconfiguração das dinâmicas entre Sea Control e Sea Denial no contexto da Guerra Rússia-Ucrânia, tendo o Mar Negro como estudo de caso. A análise demonstra que a supremacia baseada exclusivamente em grandes plataformas navais e controle absoluto do mar cede lugar a um paradigma de letalidade distribuída, descentralização operacional e aceleração algorítmica. O emprego de IA e sistemas não tripulados, como o uso de drones navais e de veículos de superfície não tripulados (USVs), permitiu à Ucrânia implementar estratégias assimétricas eficazes e impor custos elevados à Frota Russa. O apoio de inteligência e diplomacia naval por parte da OTAN e dos Estados Unidos ampliou a eficácia dessas operações. O estudo revela que a guerra algorítmica, caracterizada por ciclos de decisão em velocidade de máquinas, desafia a previsibilidade e aumenta o risco de escalada não intencional. Nesse cenário, o Sea Denial surge como estratégia para atores que não buscam hegemonia global, enquanto o Sea Control torna-se cada vez mais difícil de sustentar. As implicações são amplas: o poder naval do século XXI dependerá menos da quantidade e do porte das plataformas e mais da capacidade institucional de integrar tecnologia, táticas inovadoras e redes multidomínio. A dissertação propõe uma agenda de adaptação doutrinária, pesquisa interdisciplinar e cooperação internacional, com foco em controle humano significativo, governança ética e interoperabilidade multinacional. Conclui-se que a verdadeira vantagem estratégica residirá na combinação equilibrada entre inovação tecnológica, prudência operacional e liderança diplomática.pt_BR
dc.descriptionTrabalho apresentado à Escola de Guerra Naval, como requisito parcial para a conclusão do Curso de Estado-Maior para Oficiais Superiores (C-EMOS 2025)-
dc.description.abstractThis dissertation examines how the integration of Artificial Intelligence (AI) into Lethal Autonomous Weapons Systems (LAWS) is reshaping naval strategy and the balance of maritime power from 2020 to 2025. Grounded in the classical pillars of Alfred Thayer Mahan and Julian Corbett, reinterpreted through Geoffrey Till’s contemporary synthesis, it analyzes the evolving dynamics between Sea Control and Sea Denial in the Russia-Ukraine War, using the Black Sea as a case study. Findings indicate that supremacy based on large platforms and absolute sea control is giving way to distributed lethality, operational decentralization, and algorithmic acceleration. The deployment of AI enabled uncrewed systems, such as naval drones and Uncrewed Surface Vehicles (USVs), allowed Ukraine to execute effective asymmetric strategies, imposing significant costs on the Russian Fleet. Support from NATO and U.S. intelligence and naval diplomacy amplified these effects. The research shows that algorithmic warfare, driven by machine-speed decision cycles, reduces predictability and heightens escalation risks. In this environment, Sea Denial becomes a viable approach for non-hegemonic actors, while Sea Control grows harder to maintain. The study concludes that twenty-first-century naval power will hinge less on the size of fleets and more on the ability to integrate technology, innovative tactics, and multidomain networks. It recommends doctrinal adaptation, interdisciplinary research, and international cooperation centered on meaningful human control, ethical governance, and multinational interoperability. Strategic advantage will depend on a balanced combination of technological innovation, operational prudence, and diplomatic leadership.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.publisherEscola de Guerra Naval (EGN)pt_BR
dc.rightsopenAccesspt_BR
dc.subjectArmas Autônomas Letaispt_BR
dc.subjectEstratégia Navalpt_BR
dc.subjectGuerra Algorítmicapt_BR
dc.subjectInteligência Artificialpt_BR
dc.subjectSea Denialpt_BR
dc.titleEstratégia naval na era algorítmica: o impacto da inteligência artificial em armas autônomas letais sobre a estratégia e o equilíbrio do poder naval, a partir de 2020 até 2025pt_BR
dc.typebachelorThesispt_BR
dc.subject.dgpmEstratégia, estratégia marítima e estratégia navalpt_BR
dc.subject.setorMarinhaEstado-Maior da Armada (EMA)pt_BR
Aparece nas coleções:Defesa Nacional: Coleção de Trabalhos de Conclusão de Curso

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
C-EMOS 089 BRUNO DE SOUZA SANTOS ._99291_assignsubmission_file_CEMOS_089_DIS_CC_CA_BRUNO_SOUZA_assinado.pdf348,2 kBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.