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Repositório Institucional da Produção Científica da Marinha do Brasil (RI-MB)

Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://hdl.handle.net/20.500.14867/848353
Título: Impactos psicofisiológicos de ambientes isolados, confinados e extremos no contexto militar: uma revisão integrativa
Autor(es): Seraine, Gabriel Rodrigues
Orientador(es): Faria, Valéria Cristina de
Portugal, Guilhermo Brito
Palavras-chave: Condições de trabalho
Fadiga mental
Fenômenos Fisiológicos Musculosqueléticos e Neurais
Estresse ocupacional
Psicofisiologia
Áreas de conhecimento da DGPM: Educação física
Setor(es) da Marinha: Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais (CGCFN)
Data do documento: 2025
Editor: Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes
Universidade da Força Aérea
Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo
Descrição: INTRODUÇÃO: Ambientes Isolados, Confinados e Extremos (ICE), como os encontrados em operações militares, polares, navais e espaciais, impõem múltiplos desafios psicofisiológicos aos indivíduos. O confinamento prolongado, a exposição a temperaturas extremas, o isolamento social e a privação sensorial comprometem a saúde mental, a cognição, a adaptação fisiológica e o desempenho operacional. No contexto militar, compreender esses efeitos é essencial para a seleção, preparação e cuidado de tropas. MÉTODO: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, baseada em 18 estudos científicos nacionais e internacionais. Foram incluídos artigos que abordassem direta ou indiretamente os efeitos psicofisiológicos, ocupacionais e interpessoais da exposição humana a ambientes ICE, com foco especial no contexto militar e seus análogos (como estações antárticas, submarinos e simulações espaciais). As bases de dados utilizadas incluíram periódicos acadêmicos especializados e documentos oficiais. RESULTADOS: Os estudos analisados indicam que a exposição a ambientes ICE pode provocar alterações hormonais, cognitivas, emocionais e comportamentais significativas, além de desafios relacionados à convivência, liderança e desempenho físico. Entre os principais estressores identificados destacam-se: privação de sono, conflitos interpessoais, mudanças de humor, percepção alterada do tempo, desregulação imunológica, perda de massa corporal, dificuldades de comunicação e sensação de saudade. A prática de mindfulness, o preparo nutricional, os treinamentos pré-missão e o suporte psicológico foram reconhecidos como medidas preventivas eficazes. Também se destaca a importância da tecnologia aplicada ao monitoramento fisiológico, como biossensores e telemedicina. CONCLUSÃO: A literatura evidencia que os ambientes ICE impactam de forma multidimensional os indivíduos, exigindo abordagens integradas de preparação, prevenção e cuidado contínuo. No contexto militar, estratégias como seleção baseada em resiliência, treinamentos adaptativos, intervenções psicoeducativas, suporte remoto e planos logísticos personalizados são fundamentais para preservar a saúde e a eficácia operacional das tropas. Este estudo reforça a necessidade de incorporar variáveis psicossociais, fisiológicas e culturais no planejamento de missões militares em contextos extremos.
Abstract: NTRODUCTION: Isolated, Confined, and Extreme (ICE) environments, such as those found in military, polar, naval, and space operations, impose multiple psychophysiological objectives on individuals. Prolonged confinement, exposure to extreme temperatures, social isolation, and sensory deprivation compromise mental health, cognition, physiological adaptation, and operational performance. In the military context, understanding these effects is essential for the selection, preparation, and care of troops. METHOD: This is an integrative literature review based on 18 national and international scientific studies. Articles that directly or indirectly addressed the psychophysiological, occupational, and interpersonal effects of human exposure in ICE environ- ments were included, with a special focus on the military context and its analogues (such as Antarctic stations, submarines, and space simulations). The databases used included specialized academic journals and official documents. RESULTS: The studies developed indicate that exposure to ICE environments can cause hormonal, cognitive, emotional and behavioral changes, in addition to challenges related to coexistence, leadership and physical performance. Among the main stressors identified are: sleep deprivation, interpersonal conflicts, mood swings, altered perception of time, immune dysregulation, loss of body mass, communication difficulties and feelings of homesickness. The practice of mindfulness, nutritional preparation, pre-mission training and psychological support were recognized as effective preventive measures. The importance of technology applied to climate monitoring, such as biosensors and telemedicine, is also highlighted. CONCLUSION: The literature shows that ICE environments impact individuals in a multidimensional way, requiring integrated approaches to preparation, prevention and ongoing care. In the military context, strategies such as resilience-based selection, adaptive training, psychoeducational interventions, remote support and personalized logistical plans are essential to preserve the health and operational effectiveness of troops. This study reinforces the need to incorporate psycho- social, physiological and cultural variations in the planning of military missions in extreme contexts.
Tipo de Acesso: Acesso aberto
URI: https://hdl.handle.net/20.500.14867/848353
Tipo: Trabalho de fim de curso
Aparece nas coleções:Fuzileiros Navais: Coleção de Trabalhos de Conclusão de Curso

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