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https://hdl.handle.net/20.500.14867/848462| Título: | Entre alinhamentos e disputas : O Japão, as Filipinas e os paralelos estratégicos entre o Mar do Sul e o Mar do Leste da China/ |
| Autor(es): | Batista, Taynara Martins |
| Orientador(es): | Silva, Marcos Valle Machado da |
| Palavras-chave: | Mar - Sul China Mar - Leste China Segurança internacional Segurança marítima- Àsia Oriental Estratégia marítima Política externa |
| Áreas de conhecimento da DGPM: | Políticas de defesa nacional, marítima nacional e naval |
| Setor(es) da Marinha: | Estado-Maior da Armada (EMA) |
| Data do documento: | 2025 |
| Editor: | Escola de Guerra Naval (EGN) |
| Descrição: | O Mar do Sul da China além de ser relevante para a navegação internacional é uma região que possui recursos naturais abundantes como pescado, petróleo e gás, presumidos e confirmados. Contudo, essa área é marcada por disputas marítimas, caracterizadas por reivindicações territoriais envolvendo ilhas e pela delimitação de zonas marítimas distintas. Nesse contexto, a linha de nove traços chinesa, renomeada linha de dez traços em 2023, se destaca em meio as contendas, devido a sua extensão, englobando quase a totalidade do Mar do Sul da China e,consequentemente, as zonas marítimas de diferentes países costeiros. O Mar do Sul da China também se sobressai como uma região importante para o Japão, cuja maior parte da importação de recursos energéticos trafega pela área. Paralelamente, Tóquio também possui disputas com a China pelas ilhas Senkaku/Diaoyu, no Mar do Leste da China, as quais envolvem igualmente reivindicações de direitos históricos por Pequim, bem como a atuação chinesa nos arredores
das ilhas como forma de reafirmar a soberania chinesa e seu pleito pela área. Devido a esse cenário, o Japão vem se aproximando dos países costeiros do Sudeste Asiático que também possuem disputas com a China, em especial as Filipinas. Manila possui disputas com Pequim no que se refere a sobreposição das reivindicações chinesas a áreas demandas pelas Filipinas
como parte de sua Zona Econômica Exclusiva, particularmente no que tange ao Atol
Scarborough e as formações geográficas presentes nas ilhas Spratly. Nesse contexto surge o
seguinte Problema de Pesquisa: como as ações chinesas, de caráter militar, no Mar do Sul da
China influenciam o alinhamento japonês com os países do Sudeste Asiático? Dela deriva-se a
hipótese de que o nacionalismo chinês alimenta disputas por soberania em seu entorno
geográfico, impulsionando as pretensões militares de Pequim no Mar do Sul da China e no Mar
do Leste da China, gerando um ambiente de instabilidade regional, favorecendo a aproximação
do Japão com os Estados costeiros do Sudeste Asiático. Salienta-se que a pesquisa possui
caráter explicativo e adota uma abordagem qualitativa, utilizando-se de análise documental e
bibliográfica de fontes primárias e secundárias. A metodologia inclui o uso do process tracing
para identificar nexos causais entre os eventos analisados, bem como o estudo de caso. O
período investigado corresponde ao intervalo de 2012 a 2020, portanto condizente com o
segundo mandato do Primeiro-Ministro Shinzo Abe. A fundamentação teórica se apoia em
conceitos exposto por Stephen Walt em sua teoria denominada balança de ameaças. El Mar de China Meridional, importante para la navegación internacional, es también una región con abundantes recursos naturales, tanto presuntos como confirmados, como pesca,petróleo y gas. Sin embargo, esta zona está marcada por disputas marítimas, caracterizadas por reivindicaciones territoriales por islas y por la delimitación de zonas marítimas diferenciadas. En este contexto, la línea de nueve puntos de China, renombrada como línea de diez puntos en 2023, destaca en estas disputas por su longitud, abarcando casi todo el Mar de China Meridional y, en consecuencia, las zonas marítimas de varios países costeros. El Mar de China Meridional también se destaca como una región importante para Japón, ya que la mayor parte de sus importaciones de energía pasan por ella. Al mismo tiempo, Tokio también mantiene disputas con China sobre las Islas Senkaku/Diaoyu en el Mar de China Oriental, que también implican reivindicaciones de derechos históricos por parte de Pekín, así como acciones chinas en torno a las islas como forma de reafirmar la soberanía china y su reclamo sobre la zona. Debido a esta situación, Japón se ha acercado a los países costeros del Sudeste Asiático que también mantienen disputas con China, especialmente Filipinas. Manila mantiene disputas con Pekín respecto a las reivindicaciones superpuestas de China sobre áreas reclamadas por Filipinas como parte de su Zona Económica Exclusiva, en particular en lo que respecta al Banco de Scarborough y las formaciones geográficas presentes en las Islas Spratly. En este contexto, surge el siguiente problema de investigación: ¿cómo influyen las acciones militares chinas en el Mar de China Meridional en la alineación de Japón con los países del Sudeste Asiático? Esto lleva a la hipótesis de que el nacionalismo chino alimenta las disputas de soberanía en su entorno geográfico, impulsando las ambiciones militares de Pekín en el Mar de China Meridional y el Mar de China Oriental, creando un entorno de inestabilidad regional y favoreciendo el acercamiento de Japón a los estados costeros del Sudeste Asiático. La investigación es de carácter explicativo y adopta un enfoque cualitativo, utilizando el análisis documental y bibliográfico de fuentes primarias y secundarias. La etodología incluye el uso del rastreo de procesos para identificar vínculos causales entre los eventos analizados, así como un estudio de caso. El período investigado corresponde al intervalo de 2012 a 2020, coincidiendo así con el segundo mandato del primer ministro Shinzo Abe. El marco teórico se basa en conceptos esbozados por Stephen Walt en su teoría denominada equilibrio de amenazas. Dissertação (mestrado profissional) - Escola de Guerra Naval, Programa de Pós-Graduação em Estudos Marítimos (PPGEM), 2025 |
| Abstract: | The South China Sea, besides being important for international navigation, is a region with abundant natural resources such as fish, oil, and gas, both presumed and confirmed. However, this area is marked by maritime disputes, characterized by territorial claims involving islands and the delimitation of distinct maritime zones. In this context, China’s nine-dash line, renamed the ten-dash line in 2023, stands out amid these disputes due to its length, encompassing almost the entire South China Sea and, consequently, the maritime zones of various coastal countries. The South China Sea also stands out as an important region for Japan, as most of its energy imports pass through the area. At the same time, Tokyo also has disputes with China over the Senkaku/Diaoyu Islands in the East China Sea, which also involve claims of historical rights by Beijing, as well as Chinese actions around the islands as a way to reaffirm Chinese sovereignty and its claim to the area. Due to this scenario, Japan has been moving closer to coastal Southeast Asian countries that also have disputes with China, especially the Philippines. Manila has disputes with Beijing regarding the overlapping Chinese claims to areas claimed by the Philippines as part of its Exclusive Economic Zone, particularly with regard to Scarborough Shoal and the geographical features present in the Spratly Islands. In this context, the following research problem arises: how do Chinese military actions in the South China Sea influence Japan’s alignment with Southeast Asian countries? This leads to the hypothesis that Chinese nationalism fuels sovereignty disputes in its geographic surroundings, driving Beijing's military ambitions in the South China Sea and the East China Sea, creating an environment of regional instability and favoring Japan’s rapprochement with Southeast Asian coastal states. It should be noted that this research is explanatory in nature and adopts a qualitative approach, utilizing documentary and bibliographic analysis of primary and secondary sources. The methodology includes the use of process tracing to identify causal links between the events analyzed, as well as a case study. The period investigated corresponds to the term from 2012 to 2020, thus coinciding with Prime Minister Shinzo Abe’s second term. The theoretical framework is based on concepts outlined by Stephen Walt in his theory called “the balance of threats”. |
| Tipo de Acesso: | Acesso aberto |
| URI: | https://hdl.handle.net/20.500.14867/848462 |
| Tipo: | Dissertação |
| Aparece nas coleções: | Defesa Nacional: Coleção de Dissertações |
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