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https://hdl.handle.net/20.500.14867/848499| Título: | Análise do déficit calórico e hídrico de militares em manobra e suas possíveis complicações |
| Autor(es): | Portugal, Guillermo Brito |
| Orientador(es): | Faria, Thaís da Fonte |
| Palavras-chave: | Perda de peso Ingestão calórica Desidratação Fadiga Militares |
| Áreas de conhecimento da DGPM: | Educação física |
| Setor(es) da Marinha: | Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais (CGCFN) |
| Data do documento: | 2020 |
| Editor: | Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes Universidade da Força Aérea Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo |
| Descrição: | Estudos anteriores relataram que militares em manobra não consomem a ração operativa de forma integral, principalmente por motivações sensoriais (textura, cheiro, aparência e sabor), com descarte total ou parcial de itens, o que leva a um déficit calórico durante o exercício militar. Os efeitos deletérios de uma ingestão calórica deficiente, associados à desidratação, têm impacto direto em uma Força Militar, podendo levar à significativa perda de peso e a outras consequências, como fadiga e diminuição da performance física e cognitiva. Com base nesses impactos, nosso estudo teve como objetivo principal analisar os possíveis efeitos do déficit calórico e da adequação da ingestão hídrica em militares que consomem ração operativa em situações de manobra, considerando o peso antes e após a manobra, relato de ingestão hídrica, consumo de itens extra ração operacional, como chocolates e biscoito, ocorrência de relatos de cefaleia, fadiga e dores musculares em diferentes segmentos corporais. Para isso, foi aplicado um formulário a 28 militares referente ao Adest-Eq-FFE-2019 (adestramento de equipes da Força de Fuzileiros da Esquadra, realizado em 2019, na Ilha da Marambaia), com autorização de seu comando, de forma a se analisar as varáveis afetas ao déficit calórico. Após análise dos resultados, podemos concluir que 87% dos militares relataram perder peso durante a manobra; ao analisar o peso relatado antes e após a manobra, podemos observar que 24% dos militares obtiveram uma redução expressiva, superior a 5% de seu peso em apenas 10 dias de manobra. Com relação à ingestão hídrica, ao avaliar os relatos, podemos concluir que grande parte da amostra (96%) não ingere a quantidade adequada de água segundo as referências. Ao avaliar o consumo de itens extra ração, muitos militares fazem consumo de biscoitos e chocolates de maneira particular, 91% e 65% respectivamente. Com relação à cefaleia, 46% da amostra declararam apresentá-la de maneira moderada em algum momento da manobra; sobre dor e desconforto, 91% dos militares apresentaram em algum segmento corporal; e a totalidade da amostra (100%) apresentou algum grau de fadiga durante a manobra. Os resultados indicaram que houve perda considerável de massa corporal total; que quase a totalidade da amostra não consumia as quantidades adequadas de água segundo as referências; que havia um consumo elevado de biscoitos e chocolate; e ainda muitos relatos de cefaleia, fadiga e dores musculares, possivelmente como consequência do déficit calórico e da desidratação. Futuros estudos a respeito dessas considerações podem ser importantes, de forma que haja uma dieta com maior aporte calórico, que seja consumida integralmente, e medidas para correta hidratação durante a manobra que, consequentemente, levará a reflexos positivos na saúde do fuzileiro naval durante o adestramento. |
| Tipo de Acesso: | Acesso aberto |
| URI: | https://hdl.handle.net/20.500.14867/848499 |
| Tipo: | Trabalho de fim de curso |
| Aparece nas coleções: | Fuzileiros Navais: Coleção de Trabalhos de Conclusão de Curso |
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