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Repositório Institucional da Produção Científica da Marinha do Brasil (RI-MB)

Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://hdl.handle.net/20.500.14867/848123
Título: Comando e Controle (C2) nońivel estratégico : ameaças e contingências aos Sistemas Satelitais Geoestacionários na Marinha do Brasil
Autor(es): Andrade Junior, José Francisco de
Orientador(es): Pompeu, Luís Fernando Nogueira
Palavras-chave: Análise Multicritério
Comando e controle
Infraestrutura de comunicações
Guerra Eletrônica
Resiliência Operacional.
Vulnerabilidades Cibernéticas
Áreas de conhecimento da DGPM: Telecomunicações
Setor(es) da Marinha: Diretoria-Geral do Material da Marinha (DGMM)
Data do documento: 2025
Editor: Escola de Guerra Naval (EGN)
Descrição: Nesta tese investiga-se a vulnerabilidade das infraestruturas de comunicações militares baseadas em sistemas satelitais geoestacionários (GEO) diante das ameaças cibernéticas, eletrônicas e espaciais, propondo alternativas contingenciais que aumentem a resiliência dos Sistemas de Comando e Controle (C 2) no nível estratégico da Marinha do Brasil. O foco recai sobre o Sistema Naval de Comando e Controle (SisNC2), sustentado pelo Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), cuja dependência exclusiva de satélites geoestacionários pode comprometer a disponibilidade e a integridade das operações, como evidenciado pelo ataque à rede ViaSat durante o conflito Rússia-Ucrânia. Para mitigar essas fragilidades, foram estudadas três alternativas tecnológicas: sistemas satelitais de baixa órbita (LEO), comunicações de banda larga em alta frequência (WBHF) e banda estreita em alta frequência (NBHF). Cada solução foi avaliada quanto à soberania tecnológica, resiliência a interferências, operação em ambientes contestados e latência. A metodologia integrou revisão bibliográfica, pesquisa documental e uma Análise Multicritério Híbrida (AHP, MACBETH e TOPSIS), que permitiu classificar as opções segundo sete critérios: ataques cibernéticos, interceptação, bloqueio, armas antissatélites, largura de banda, controle nacional e latência. Os resultados indicaram que os sistemas satelitais de baixa órbita (LEO) apresentaram o melhor desempenho global, seguidos de forma bastante próxima pelas comunicações WBHF, que se destacaram pela alta resiliência e pelo pleno controle nacional. Em sequência, foram classificadas as soluções GEO e NBHF. Por fim, propõe-se a integração gradual e complementar dessas tecnologias à infraestrutura atual do SisNC 2, em consonância com a Política Nacional de Cibersegurança e a Estratégia Nacional de Defesa, visando à proteção de infraestruturas críticas e à garantia de autonomia operacional.
Apresentado à Escola de Guerra Naval, como requisito parcial para a conclusão do Curso de Política e Estratégia Marítimas (C-PEM 2025).
Abstract: his thesis examines the vulnerabilities of military communications infrastructures based on geostationary (GEO) satellite systems in the face of cyber, electronic, and space threats, and proposes contingency alternatives to strengthen the resilience of Command and Control (C2) systems at the strategic level of the Brazilian Navy. The research focuses on the Naval Command and Control System (SisNC 2), which relies on the Military Satellite Communications System (SISCOMIS). Exclusive dependence on this infrastructure can compromise operational availability and integrity, as demonstrated by the cyberattack on the ViaSat network during the Russia–Ukraine conflict. To address these challenges, three technological alternatives were analyzed: Low Earth Orbit (LEO) satellite systems, Wideband High Frequency (WBHF) communications, and Narrowband High Frequency (NBHF) systems. Each option was assessed regarding technological sovereignty, resilience to interference, contested environment operation, and latency. The methodology combined literature review, documentary research, and a Hybrid Multicriteria Analysis (AHP, MACBETH, and TOPSIS), enabling prioritization of the alternatives against seven evaluation criteria: cyberattacks, interception, jamming, susceptibility to anti-satellite weapons, bandwidth, national control, and latency. Results indicated that Low Earth Orbit (LEO) satellite systems achieved the best overall performance, closely followed by WBHF communications, which stood out for their high resilience and full national control. Subsequently, GEO and NBHF systems ranked third and fourth, respectively. Finally, the thesis proposes the gradual and complementary integration of these technologies into the SisNC2 infrastructure to ensure operational continuity and decision-making autonomy in cases of access denial or satellite link degradation, in line with the National Cybersecurity Policy and National Defense Strategy, which stress technological sovereignty and the protection of critical information infrastructures
Tipo de Acesso: Acesso aberto
URI: https://hdl.handle.net/20.500.14867/848123
Tipo: Trabalho de fim de curso
Aparece nas coleções:Tecnologia da Informação: Coleção de Trabalhos de Conclusão de Curso

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