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Repositório Institucional da Produção Científica da Marinha do Brasil (RI-MB)

Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://hdl.handle.net/20.500.14867/848530
Título: O Barão do Rio Branco e o poder naval como instrumento da política externa brasileira: reflexões navais
Autor(es): Dantas, Renan Pereira
Orientador(es): Petrocchi, Renato
Palavras-chave: Barão do Rio Branco
Estudos estratégicos
Poder naval
Política externa brasileira
Áreas de conhecimento da DGPM: Política e estratégia
Setor(es) da Marinha: Estado-Maior da Armada (EMA)
Data do documento: 2021
Editor: Universidade Federal Fluminense (UFF)
Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo
Descrição: A história da construção do Brasil enquanto nação é repleta de episódios nos quais o Poder Naval se constituiu como instrumento da Política Externa. Especificamente no início do século XX, período no qual ocorreram rápidas e significativas mudanças em diversas áreas do domínio humano, ascendeu ao Ministério da Relações Exteriores (MRE) o insigne José Maria da Silva Paranhos Junior, o Barão do Rio Branco. O Barão, enquanto Chanceler do Brasil, soube pragmaticamente explorar as oportunidades do seu tempo, identificando como a Política Externa Brasileira (PEB) poderia utilizar a crescente belicosidade europeia, a mudança de postura política interna dos Estados Unidos da América (EUA) e sua crescente consolidação como grande fonte de poder no sistema internacional, bem como as inovações tecnológicas capazes de desbalancear o Poder Militar entre as nações, sobretudo relativas ao Poder Naval, que por natureza é intensivamente dependente inovação tecnológica. Foi nesse contexto que o Barão do Rio Branco se tornou um grande incentivador da potencialização do Poder Naval Brasileiro (PNB) baseado nos projetos navais dos Almirantes Julio de Noronha e Alexandrino de Alencar, os quais após sua implementação foram capitaneados pelos poderosos Encouraçados São Paulo e Minas Gerais, belonaves estratégicas dotadas de grande poder de fogo e capazes de desbalancear o Poder Naval favoravelmente ao Brasil na região do Atlântico Sul. À luz do passado, o Barão foi capaz de identificar que uma esquadra forte auferiria condições favoráveis para a construção e condução da PEB no subcontinente Sul-Americano, bem como seria capaz de projetar o Brasil como player de relativo peso no concerto das nações. Esse período da história brasileira protagonizado pelo Barão do Rio Branco, pode nos revelar algumas lições aplicáveis ao presente, período com algumas características semelhantes como a crescente belicosidade entre alguns atores do sistema internacional, a alteração do balanço de poder no concerto das nações com a ascensão de uma nova grande potência e sua acomodação sobre áreas de influência anteriormente dominadas por uma antiga potência hegemônica, bem como as rápidas mudanças de paradigmas tecnológicos, impactando estrategicamente na configuração dos Poderes Navais, lições que podem nos nortear quanto a uma instrumentalização eficiente do PNB em apoio a PEB.
Abstract: The history of the construction of Brazil as a nation is full of episodes in which Sea Power was constituted as an instrument of Foreign Policy. Specifically, in the beginning of the 20th century, a period in which there were rapid and significant changes in several areas of the human domain, the distinguished José Maria da Silva Paranhos Junior, the Baron of Rio Branco, rose to the Ministry of Foreign Affairs. The Baron, as Chancellor of Brazil, knew how to pragmatically exploit the opportunities of his time, identifying how the Brazilian Foreign Policy (BFP) could use the growing European bellicosity, the change in the internal political posture of the United States of America (USA) and its growing consolidation as a great source of power in the international system, as well as technological innovations capable of unbalancing Military Power among nations, especially related to Sea Power, which by nature is intensively dependent on technological innovation. It was in this context that the Baron of Rio Branco became a great supporter of the strengthening of the Brazilian Sea Power (BSP) based on the naval projects of Admirals Julio de Noronha and Alexandrino de Alencar, who after their implementation were captained by the powerful Dreadnoughts São Paulo and Minas Gerais, strategic warships endowed with great firepower and capable of unbalancing the Naval Power favorably to Brazil in the South Atlantic region. Based on brazilian history, the Baron was able to identify that a strong fleet would have favorable conditions for construction and leading the BFP in the South American subcontinent, as well as being able to lift Brazil as a player of relative weight in the concert of nations. This period of Brazilian history, led by the Baron of Rio Branco, may reveal some lessons applicable to the present, a period with some similar characteristics such as the growing bellicosity among some players of international system, the change in the balance of power in the concert of nations with the rise of a new great power and its accommodation among areas of influence previously dominated by an old hegemonic power, as well as the rapid changes in technological paradigms, strategically impacting the setup of the Naval Powers, lessons wich can guide us in terms of an efficient instrumentalization of the BSP in supporting the BFP.
Tipo de Acesso: Acesso aberto
URI: https://hdl.handle.net/20.500.14867/848530
Tipo: Trabalho de fim de curso
Aparece nas coleções:Defesa Nacional: Coleção de Trabalhos de Conclusão de Curso

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